Anjo Negro

Isto não é nada daquilo que estava à espera,
Não estava à espera de nada.
A noite caiu e um anjo a acompanhou…
“Vem comigo” disse-me.
(Como pude eu aceitar-te, sem saber da tua origem?)

Anjo negro, anjo caído
Que da luz me salvaste sem um porquê
E da escuridão fizeste minha casa,
Não me deixes agora.

Venha a tua alma e derrame-se o teu sangue
Para que eu de novo possa viver
Ou então, mata-me.
Que a vida se escasseia, faminta…

Anjo negro, anjo caído
Quem és tu e para onde me levas?
Anestesia a minha mente
Para que eu não dê conta do nada em que me tornei…
…ou estarei a tornar-me como tu?

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