Ninguém

Faz-se tarde,
Ninguém me vem buscar.
Telefono,
Ninguém me atende.

Então caminho pela mais cheia rua
E ninguém parece ver-me.
É sempre assim
Até com pessoas cujos nomes eu sei - porquê?

Porque é que todos me esqueceram?
Que fiz eu para que isto acontecesse?
Que lhes aconteceu? Ninguém me explica.

Cansada de esperar,
Encosto-me à esquina dos destroçados...
Mas eu não sou nem sequer um deles
Não sou ninguém.

Sou aquela que finge um sorriso
Quando me estendes a mão
E me levantas do chão onde volto a cair
Quando te vais...
Às vezes não sei quem ser.

Por isso, continuo na esquina dos destroçados
E tento procurar pela resposta que ninguém tem
Como eu não a tenho, desmorono-me ainda mais...


Mas vejo-te chegar
Para me estenderes a mão
E me levantares do chão.
Desta vez, prometo-te que não vou cair
Quando te fores...
Vou agarrar-me a este momento.


Pergunto-me:
Porque é que todos me esqueceram?
Que fiz eu para que isto acontecesse?
E que lhes aconteceu?

Porque é que ninguém me explica
Que a razão és tu?



Obrigada.
És alguém realmente especial, um amigo.

E é por isso que ninguém queria saber de mim... pensavam que tinha tudo. Talvez.
Se algum dia nos vão conseguir separar? Não precisam, que eu já o fiz.
E ninguém vai conseguir explicar como nem porquê.
Muito menos tu.

Sem comentários:

Enviar um comentário