Estou sem grande inspiração para dar inicío a este mês.
Sinto-me como se o céu se tivesse tornado negro, por vários motivos. E tudo o que me dão não passa de respostas a perguntas que eu nunca fiz:
Que é da luz ao fundo do túnel?
Está demasiado longe para a ver?
Ou estou cega?
... quem é que, nesta situação, quer saber da luz ao fundo do túnel?! --'
A questão é que eu não estou preparada para encarar este céu. Não sozinha.
Preciso de ajuda e não vejo quem me guie.
No entanto, farto-me de ajudar pessoas...
Mas assim não. Quero algo em troca. Exijo.
Alguém que me mande calar quando eu começo a dizer asneiras
Alguém que me acompanhe quando eu não quero
Alguém que me abrace quando estou por baixo
Alguém que me dê a mão sem me julgar
Alguém que me seja verdadeiro quando diz que lhe sou importante,
Alguém que me mostre que (até) sou importante!
E cadê dessa gente? "Vanished".
1. Se há alguma diferença entre "necessitar" e "usar", essa diferença ganha vida num ser engraçado que diz que nunca precisou tanto de ti (até pode ser verdade), mas quando se trata de retribuir, ele desaparece, dá lugar a outro ser assim e tu chegas à conclusão que foste usado. Fixe? É que não faltam mais por aí!
2. Depois há aqueles casos fofis de pessoas que quase se ajoelham a dizerem-se teus "anjos da guarda" e vêm com promessas bonitas à tona... o que eu digo é para não confiar em ninguém. Um dia, confiei num senhor assim e passado algum tempo, estava eu magoada por sua causa, vim a saber pelo próprio que ele "nunca quis saber de mim". Quer dizer, ele lá diz que foi para dar um efeito dramático à cena... está bem!
3. Por último, e esta é a doença dos cineastas, há aquele tipo de pessoas que adoram uma boa história. E no que toca a pegar numa pessoa como personagem e ter o privilégio de a moldar..."venha a mim"! E quando vamos a ver porque é que essas adoráveis criaturas se preocupam tanto connosco/ com o que devemos fazer, aí elas não têm receio em dizer que "a situação é nova, logo empolgante, porque nunca lidaram com algo assim"... que óptimo, é mesmo dessa ajuda que precisamos!
Aviso: Brincainde com as vossas vidas. Não querem fazer "A" porque acham que não vai dar certo? Então não façam, nem peguem em pessoas frágeis para verem como é que resulta com elas!
É que, depois, se as coisas não resultam como é que é? São vocês os argumentistas que vão consertar o "final feliz" que querem ver? Pois...
Conclusão: "Não ponhas a tua vida nas mãos de ninguém - elas são feitas para destruir".
Depois das decepçõezinhas por que passei, cada vez mais considero esta regra a mais importante deste jogo estúpido que é a vida, com muitos monstros sedutores e poucos anjos para te salvar deles. Mas isso fica para um próximo post.

Sem comentários:
Enviar um comentário