Mundo novo.

Haverá sempre qualquer coisa para me deitar abaixo,
mas eu haverei sempre de ultrapassar.

Haverá sempre uma velha memória para me fazer chorar,
mas eu irei resistir.

E ainda resisto.

Não posso parar as chuvas de Abril, mas posso conter as lágrimas.
Não costumava ser assim, mas assim me tornaram...
Antes da metamorfose, o mundo era inocentemente plano.
Galileu protestou.

Antes do desabamento desse mundo, não havia tempo para Adeus.
Corações partidos derramavam o seu sangue num templo sem dono,
almas choravam, desencontradas, perdidas e nunca achadas,
mas eu resistia.

E haverei de voltar a resistir.

Antes de ter batido à porta errada,
nunca me tinha magoado assim.
nunca tinha chorado assim... amado assim... fui feliz assim...
Agora dor me envergonha, então afasto-me de quem eu confiei
um mundo novo. (- quero esquecer esta viagem)

E vou... tentar esquecer esta viagem.













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