O Último Verso

Não há palavras para descrever
Como a minha inspiração se foi
Desde que te foste,

Versos surgem na minha cabeça
Como tiros sem destinatário
Sem sentido.

A boca não quer ditar
O que a minha mão não quer escrever
Que é o que eu quero expulsar:

Saudades que tenho de quem não conheço
Mas julgo que vi em algum lado,
Em sonhos que não vivo
Mas persigo.


E um dia tenho a certeza
Que nos iremos encontrar
No cruzamento da realidade
Com um último verso derramado:

Um tiro no coração
E um outro, sem destinatário...





In with a bullet; out with hearts.


Sobre o raio do poema
(antes que surjam indevidas interpretações):

Não foi feito a pensar em ninguém.
- Nunca faço um poema a pensar em ninguém (mentira!) -
Ou prontos, ok, desta vez só pura e principalmente a pensar na minha fonte de inspiração que não me dá um bom poema há um bom tempo... Que não é ninguém em especial, repito!

A maior parte dos meus poemas baseia-se num "herói" que criei para mim e este poema é sobre isso mesmo: alguém que pode estar mesmo à frente do meu nariz, mas que receio vir a descobrir quem.

O porquê prefiro não explicar agora, a menos que insistam.
(A)

2 comentários:

  1. Um poema com palavras simples fazendo-se notar todo o seu conteúdo de uma forma muito sentida. Parabéns, tens jeito

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